quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Meu filho não come!

Com certeza esta é, se não a maior, uma das maiores preocupações das mães. A dificuldade das crianças em encarar a hora da comida. Para muitos, comer é uma tortura. Surgem vários questionamentos, que são certamente naturais: Por que meu filho não gosta de comer? Será que fiz algo errado? Ele não gosta do que eu preparo? Estará com algum problema de saúde que o impede de comer?

O conselho que dou para as mães mais angustiadas é conversar com o pediatra que acompanha seu filho. Se a mamãe não está segura ou satisfeita com o médico da sua criança, é recomendável mudar. De preferência procurar referências de outras mães sobre bons profissionais, pois o acompanhamento mensal do seu bebê é indispensável para o bom desenvolvimento dele.

No primeiro ano de vida do bebê as visitas ao pediatra são mensais. Aproveite cada consulta para tirar suas dúvidas, inclusive as que você pode considerar como bobas. Nenhuma pergunta é boba quando se tratar do seu filho! Pergunte tudo e não esconda nada. Parece brincadeira mas muitos pais mentem para os médicos, ou por vergonha ou por achar que o mesmo pode reclamar algo e ele não tem direito de se meter na criação do seu filho... Pais que agem desta forma só prejudicam uma única pessoa: o próprio filho!

Em se tratando de alimentação, desde o início segui "militarmente" cada recomendação médica. Meu filho desde sempre foi guloso. Mamava muuuito, até que com 5 meses ele começou a acordar de 1 em 1 hora para mamar! Pedi socorro de imediato à pediatra. Diante do quadro de insatisfação, ela preferiu iniciar a alimentação sólida, pois só o leite não estava dando conta de tanta fome!

Então, da amamentação exclusiva até os 5 meses, passamos a seguir a dieta que transcrevo abaixo. Lembrando que esta dieta foi receitada para o meu filho, de acordo com as necessidades dele. Não recomendo utilizá-la sem antes consultar o pediatra!

Aos 5 meses:

- Frutas (sucos ou papas): mamão, melancia, melão e carambola.
- Verduras e legumes (sopas ou amassadas): batata, chuchu, cenoura, espinafre, beterraba, couve-flor, brócolis, jerimum, tomate sem pele, coentro, cebolinha (escolha 3 ou 4 e cozinhe com carne magra ou galinha, porém após o cozimento, retire a carne).
Obs¹: não usar açúcar nem sal.

        Após 15 dias
- Acrescentar: acerola, maçã, pera, banana, ameixa, goiaba, pinha e sapoti.
- Inhame ou macaxeira.
- Gema de ovo: meia gema, 2 vezes na semana.

Aos 6 meses:

- Leite
- Frutas (sucos ou papinhas): todas as frutas, exceto abacate, limão e morango.
- Carne, galinha ou fígado.
- Gema de ovo inteira: 3 vezes por semana.
- Acrescentar: arroz (sem ser parboilizado), feijão, purê, carne e galinha.
- Azeite de oliva extravirgem: 1 colher de chá ao dia.

Obs²: Não usar liquidificador; os alimentos devem ser amassados.
Obs³: Não usar sal ou açúcar.

Aos 7/8 meses:

- Acrescentar: batata doce; macarrão e cuscuz.

Aos 9 meses:

- Acrescentar: peixe, clara de ovo, cebola, tapioca, requeijão, "polenguinho".

Aos 12 meses:

- Cardápio familiar.
- Leite integral: Ninho 1+

Minhas dicas:

  • Além de seguir a dieta sem desvios, o que utilizamos foi o maior segredo de todos: PACIÊNCIA. Tudo é novo para a criança. É natural que de início ela rejeite as primeiras colheradas, mas o importante é não desistir. Se no primeiro dia ela cuspiu tudo, tente de novo. E de novo. E de novo... Gradativamente os novos alimentos passarão a ser aceitos e quando você menos perceber ela estará comendo tudo.
  • A recomendação da pediatra de não liquidificar os alimentos faz toda a diferença. A criança precisa sentir os pedacinhos da comida para que, quando os dentes nasçam, ela não rejeite a comida não triturada.
  • Se você ainda tem leite amamente sempre que seu filho quiser.
  • Cada alimento tem sua fase. Não pule as etapas.
  • Resista à tentação de incluir outros alimentos, principalmente os industrializados pois contêm muito açúcar ou muito sal.


Por último, não existe fórmula mágica. Tudo é consequência da dedicação que você tem. Trabalhe em conjunto com seu marido. Sentem à mesa na hora da refeição. Hora de comer não é hora de brincar. Se seu filho levantou e saiu andando pela casa, não saia atrás dele com o prato de comida na mão, forçando-o a comer. Faça-o entender que existe hora para tudo e que a refeição é feita na mesa ou na sua cadeirinha. Pequenas atitudes farão toda a diferença.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Construindo uma boa relação com seu filho

Muitas vezes presenciamos pais e mães desconhecidos em atitudes de total indiferença com seus filhos em público. Quando não há indiferença às vezes há grosseria e rispidez ao se dirigir a eles. Claro que não temos como concluir nada de rápidos momentos, seja num restaurante, shopping ou passando na rua, mas estas cenas muitas vezes me levam a pensar, como está sendo construido o relacionamento dos pais com os filhos hoje em dia.

Sabemos muito bem que crianças são geniosas (quem não é?) e aprontam coisas que não esperamos, mas até que ponto a ignorância no tratamento dos filhos pode interferir na formação da personalidade dos pequenos?

Creio que devemos investir pesado na construção de um relacionamento sadio com nossos filhos desde cedo.
Ouço diversas vezes a frase "ele é muito pequeno, não entende o que você está falando..." e vejo que está é uma grande bobagem! As crianças são extremamente sensíveis e entendem sim tudo o que falamos, e principalmente a forma como nos dirigimos a elas. O tom de voz é a chave para que nossos filhos identifiquem se o que falamos é suave aos seus ouvidos ou significa uma reprovação ao seu agir.
Pais que costumam gritar, estão sempre estressados e ignoram seus filhos não sabem o mal que estão fazendo a eles! Desde a gestação a criança sente tudo que está ao seu redor.

O estresse do dia-a-dia, os problemas cotidianos e as queixas da vida moderna não podem ser desculpas para que falte a paciência com as crianças.
Se há pouco tempo para conviver com seu filho, aproveite ao máximo os momentos em que estejam juntos. Brinque, abrace, demonstre todo o amor que você tem por ele, pois certamente cada momento de convivência ficará marcado na memória da criança.

Cultivar os laços fraternos diariamente desde cedo certamente farão da relação futura com os filhos um sinal de respeito, admiração e companheirismo perpétuos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Partos pelo mundo

Compartilho com vocês esta reportagem muito interessante da revista CRESCER.


PARTOS PELO MUNDO

A população mundial chegou a 7 bilhões no fim de outubro de 2011. Mas cada gravidez e cada parto continuam sendo únicos para a mulher, não importa onde ele aconteça. CRESCER reuniu dados curiosos e ouviu histórias de diversos países para contar como é a realidade, a cultura e a emoção da chegada do bebê. Afinal, mãe é tudo igual, mas o endereço muda bastante coisa no final das contas!


Cíntia Marcucci. Ilustrações Ni


Ilustração: Nik
Foi no dia 31 de outubro de 2011 que a ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou que havíamos atingido o número de 7 bilhões de pessoas na Terra. E começou então uma concorrência entre vários países para saber onde havia nascido o bebê símbolo desse marco histórico. Seria Danica, menina de Manila, das Filipinas? Ou Piotr, menino russo, de Kaliningrado? Sem uma definição oficial da entidade, como houve em 1987 e em 1999, ao atingirmos 5 bilhões e 6 bilhões, alguns países acabaram por ter o seu próprio representante da data.

Mas o que muda se esse bebê é russo, filipino, ou se nasceu na África, na América do Sul ou na Europa? No sentimento de cada mãe e pai, pouca coisa. Afinal, a chegada de um filho é motivo de orgulho, de alegria e de emoção, seja no idioma e na cultura que for. Já em termos culturais, o endereço, ou melhor, a latitude e a longitude, fazem toda a diferença. Então, vamos chamar esse tal bebê simplesmente de Bebê. Se ele for brasileiro, por exemplo, muito provavelmente nasceu por meio de uma cirurgia cesariana. O Brasil é o país com maior taxa de partos cesáreos no mundo, com um índice que chega a 52% do total de nascimentos (de acordo com reportagem publicada em 20 de novembro pelo jornal Folha de S.Paulo, usando informações da Datasus). Quando se fala apenas da rede particular, chega a 84,5% – dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de 2008.

Fosse Bebê uma menina brasileira, ninguém estranharia se as orelhas tivessem brincos. Já na Inglaterra, isso nem passa pela cabeça da maioria dos pais. Bebê podia até receber olhares tortos na rua. “Os ingleses acham que furar as orelhas é um tipo de mutilação e as meninas só fazem isso depois de mais crescidas. Além do mais, bebês com orelhas furadas são mais comuns nas classes sociais menos favorecidas”, contou a espanhola Rebeca Julio, mãe de Adrián, 1 ano e 5 meses, que vive e teve seu filho em Londres.


México e Itália têm 40% de taxa de cesáreas. Já na Noruega é de 16% e na Bolívia, 19%, segundo o Unicef. A Organização Mundial de Saúde recomenda entre 10% e 15% o número de partos cirúrgicos

 Dois iguais

Bebê teria mais chance de nascer junto com outro bebê na África Central. Em Benin, por exemplo, a taxa de gêmeos é de 27,9 por mil, quando a média mundial é de 16 por mil nascimentos. O dado é de um estudo feito em colaboração entre um cientista holandês e um britânico, publicado em outubro no periódico Plos One. Já na Ásia e na América Latina é mais difícil irmãos dividirem o espaço no útero: a média nessas regiões é de oito gêmeos para cada mil nascimentos.

Agora, sempre existe a chance de estar tudo preparado, mas alguém furar a fila. E se Bebê fosse um desses apressadinhos, teria boas chances de ser norte-americano. Nos Estados Unidos, a taxa de prematuros (nascidos antes da 37ª semana) é de 12,7%, de acordo com dados do governo do país divulgados em 2009. Aqui no Brasil o índice é de 6,7% (Datasus, 2008).

Lá, Bebê provavelmente teria um chá de bebê, mas com o nome em inglês, baby shower. E você sabia que não é em todo lugar que as novas mães recebem presentes antes de o bebê nascer? Há povos que só não fazem a festa, há outros em que dar um presente antes do bebê nascer é considerado de mau gosto ou que atrai má sorte. Isso ocorre na Grécia, por exemplo. E em várias regiões não se visita os bebês na maternidade. “Aqui na Inglaterra assim que o bebê nasce quem cuida é a mãe. Não tem isso de ficar no berçário, receber visita na maternidade. Até porque, se está tudo bem e o parto foi normal, a mulher e o bebê voltam no mesmo dia para casa”, explica Ana Livia Karagiannis, uma brasileira que vive desde 1994 em Londres, onde teve seus dois filhos, Nina, 10 anos, e Nicolas, 11, e trabalha como intérprete de português. Ela, inclusive, faz interpretação de pré-natal e parto e já acompanhou o nascimento de mais de uma dúzia de filhos de brasileiras, portuguesas e angolanas. Esse serviço é gratuito para as mulheres, quem paga é o governo inglês e, mesmo que se tenha um marido ou parente que fale inglês fluente, se a mulher não fala, eles preferem ter um intérprete para que o lado emocional não interfira na comunicação.

No caso de um parto normal e sem complicações, se Bebê fosse inglês, espanhol ou australiano, por exemplo, quem o ajudaria a vir ao mundo não seria um médico obstetra, mas sim uma “parteira”. Chamadas de midwifes, em inglês, e comadronas, em espanhol, são enfermeiras especializadas em obstetrícia que só chamam os médicos em caso de real necessidade e urgência, como quando é necessária alguma intervenção ou a cesariana. Como a maioria dos partos nesses paí-ses é feito na rede pública de saúde, quem atende as grávidas é a equipe de plantão, como é feito aqui no Sistema Único de Saúde, e não como é no nosso serviço particular, em que o obstetra que faz o parto é o mesmo que acompanha toda a gestação. E, inclusive, as consultas são feitas com os médicos que estão na escala de trabalho do dia da consulta e não sempre com um mesmo profissional. Viu só como um endereço no mapa-mundi pode mudar muita coisa?


Na Inglaterra, a taxa de nascimentos em casa é de 2,7% e o sistema de saúde público cobre os custos de um parto domiciliar. A Holanda é o país com mais nascimentos desse tipo: 24%.



Amamentação para todos


O primeiro e único alimento que o bebê deve receber até os 6 meses de idade é o leite materno, tenha ele nascido aqui ou na China. É isso o que recomenda a Organização Mundial de Saúde. Tanto que, para as mães que não podem amamentar, foram criados os bancos de leite materno. O primeiro do mundo começou a funcionar em Viena, Áustria, em 1900, e o segundo em Boston, EUA, dez anos depois.


No Brasil, eles existem desde 1943, com o primeiro no Rio de Janeiro. De lá para cá, o país se tornou referência nesse assunto: temos hoje 203 bancos de leite humano e a nossa rede foi reconhecida como a maior e mais complexa do mundo pela OMS Saúde por meio do Prêmio Sasakawa, conferido em 2001. As nossas equipes técnicas ajudam, inclusive, a implantar bancos em diversos países, como Angola e Nicarágua.


Mesmo com tudo isso, a média de aleitamento exclusivo por aqui ainda está bem abaixo do ideal, de apenas 2,2 meses, de acordo com dados da própria OMS, de 2009. “Só 10% dos bebês recebem aleitamento exclusivo até os 6 meses e 23% chegam até o quarto mês. Ainda é pouco tempo”, diz Luciano Borges Santiago, presidente do departamento de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Na Suécia, 12,3% são amamentados até pelo menos os 6 meses, segundo a OMS.


Em alguns países não é natural que se amamente em público. Este ano, uma britânica foi expulsa de um ônibus por amamentar e casos semelhantes já ocorreram nos Estados Unidos. Já na Espanha, a maioria das pessoas não vê problema quando a mãe precisa alimentar seu filho. Aqui, embora alguns casos isolados tenham provocado polêmica e manifestações este ano, para a tranquilidade das mães e dos bebês há bastante tolerância para o aleitamento em locais públicos.


Fontes: Alejandra Panizzo, argentina; Ana Livia Karagiannis, brasileira que mora em Londres, Inglaterra, é intérprete de parto; Anna Werner, australiana; Jane Sandall, professora de ciências sociais e saúde da mulher do King’s College, de Londres, Inglaterra; Leticia Mato, uruguaia; Valeria Seco, uruguaia que nos ajudou com tradições e histórias de seu país; luciano borges santiago, presidente do departamento de aleitamento materno da sociedade brasileira de pediatria; Rebeca Julio, espanhola, mora em Londres

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mãe e Profissional

Qual mulher nunca se viu cercada de atividades e prazos a cumprir? Realizar várias funções ao mesmo tempo faz parte do cotidiano de todas as mulheres. Pesquisas comprovam que ser multitarefa é característico do gênero feminino. Executar diversas atividades simultaneamente é um processo natural, e gradativamente a mulher passa a desempenhar papéis que vão se acumulando. Ao casar, automaticamente passamos de filhas a esposas e donas-de-casa.
Se estes novos papéis, por si só, já trazem uma carga de responsabilidades determinantes para o pleno andamento do lar, quando nos tornamos mães o universo de tarefas a serem executadas aumenta em proporção exponencial. O tempo da licença maternidade faz-nos sentir supermães, supermulheres. Conseguimos acompanhar todos os movimentos e descobertas do bebê sem descuidar da casa. Porém, com a proximidade do fim da licença, o pesadelo do afastamento do rebento, mesmo que por algumas horas, faz surgir uma possibilidade antes nunca cogitada: parar de trabalhar.

Sim, as esposas, donas-de-casa, mães E profissionais, certamente já se viram nesta situação. A revista Crescer realizou uma pesquisa, onde 62% das mulheres entrevistadas responderam que parariam de trabalhar se fosse possível. Ou seja, é normal cogitar esta possibilidade, e mais normal ainda, logo em seguida, se imaginar apenas cuidando da casa e dos filhos e desistir de pedir demissão. O sentimento de que sempre estamos devendo algo a alguém quando se é esposa, dona-de-casa, mãe, profissional E estudante (a lista continua crescendo...) é natural, pois queremos ser excelentes em tudo, e, além disso, trabalhar em algo que nos realize; tudo sem deixar de estar lindas!

Imaginar que podemos ser excelentes esposas, donas-de-casa, mães, profissionais realizadas, estudantes aplicadas, lindas E amigas presentes é o sonho de toda mulher, mas... precisamos aceitar as nossas limitações, do contrário a frustração ao confundir excelência com perfeição pode trazer consequências de grandes proporções.

Não somos perfeitas, e nunca seremos. Podemos achar que somos capazes de fazer tudo, porém efetivamente nada sairá como imaginamos, porque a vida real não é novela. Somos limitadas, e neste ponto o papel do marido-pai é essencial. Dividir as tarefas não torna a mãe menos mãe, pelo contrário, pois menos sobrecarregadas estaremos mais inteiras para nos dedicarmos com empenho ao que pretendemos fazer.
Nada pior do que levar trabalho para casa, ou os problemas de casa para o trabalho, porém estas são situações que podem acontecer, mas de forma alguma podem se tornar rotineiras. 

A organização é a palavra chave para uma rotina saudável. Toda mulher necessita de um momento só seu. Ir ao salão fazer as unhas, arrumar o cabelo ou simplesmente tomar um banho demorado e passar creme no corpo com calma são ocasiões que não podemos abrir mão, pois antes de tudo não podemos esquecer a nossa essência, o cuidado conosco. Se descuidarmos de nós enquanto mulheres, poderemos cair no erro de culpar os demais por nossas frustrações, angústias e renúncias, quando em momento algum nos foi imposto abdicar da nossa individualidade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Viajando com o seu bebê

Viajar é muito bom, mas sempre requer tempo para sua preparação. Se arrumar as malas é algo trabalhoso para os adultos, imaginem quando as crianças completam o grupo!

Resolvi escrever este artigo devido a segunda viagem do meu filho. Na primeira, as malas e objetos foram bastante reduzidos, pois ele tinha apenas três meses e apenas mamava no peito.
Nesta viagem, já com 9 meses e comendo alimentos sólidos durante todas as refeições, houve toda uma logística a ser preparada.



1º Viajando de carro

De Recife a Natal são quase 4 horas de viagem. Preparei uma mamadeira de suco e dois potinhos com frutas picadinhas. Uma mamadeira com água.

Ele dormiu boa parte da viagem, e só acordou quando já estávamos na entrada de Natal. Ou seja, acordou louco de fome! Mas por estar tudo pronto não precisamos parar.

2º Almoço e Jantar

Liguei com antecedência para o hotel para me informar sobre o café da manhã, e se havia taxa extra para o café da manhã de um bebê. Fui informada que era cortesia, então durante o horário da manhã sua alimentação estava certa.

Para o almoço, preparei pequenas porções individuais, uma para cada dia da nossa estadia. Congelei e mantive no frigobar, que se manteve congelado. No horário do almoço, no hotel ou no shopping, pedimos para descongelar no microondas e servimos. A preocupação de levar o almoço deu-se devido o preparo ser sem sal (até completar 1 ano de idade).

Para o jantar, ao chegarmos a Natal, fomos ao supermercado comprar frutas para fazer sucos, vitaminas ou simplesmente picar. Serviu tanto para o jantar quanto para os lanches.

3º Onde dormir

Assim como para o café da manhã, informei-me por telefone e no momento da reserva sobre a existência de berço no hotel. No momento em que chegamos o berço foi levado ao quarto.

4º Utensílios

Listarei os itens que levei nesta viagem:

Mixer (para sucos e vitaminas)
Esterelizador de mamadeiras e chupetas - para microondas (utilizado o micro do restaurante do hotel)
1 faca
1 colher de sopa de inox (amassar os alimentos ou medir)
Pratinhos com tampa (3)
2 mamadeiras para sucos e vitaminas
2 mamadeiras para água
1 colher para servir
1 esponja (para lavar tudo o que foi utilizado - no banheiro mesmo, não há outra solução)
Sabão de coco (para lavar as fraldas de pano e roupas mais sujas com comida, evitando manchas até a volta para casa)
Guardanapos de papel
Pote com divisórias para leite em pó

Obs: Um forninho ajudaria no momento de esquentar o almoço dele, sem necessidade de ir até o restaurante só para isso, mas não foi indispensável. O que fez falta foi um garfo de inox para auxiliar na hora de amassar as frutinhas para o lanche, seja no quarto do hotel ou na rua.

5º Alimentos

Leite em pó
Frutas

  • Para o caminho: manga e mamão picados + suco de melão
  • Comprados no supermercado em Natal: kiwi, melão descascado e cortado, banana, ameixa roxa

Água mineral
Água de coco
Almoço congelado (seleta de legumes, frango,...)


Um detalhe muito importante que não pode ser esquecido é a exposição do bebê ao sol. Compramos o Sundown FPS 60 (Bloqueador solar kids 6h).
Os horários recomendados para o banho de piscina: até as 10h e após as 16h (variando de região para região. Para não correr riscos melhor não passar das 9h da manhã).
Também é importante levar na mala alguns medicamentos essenciais.
Tylenol em gotas (e um termômetro, claro), Salsep (para o nariz entupido) e Luftal (gases) são alguns exemplos.


Com uma boa dose de organização a sua viagem será tranquila e seu bebê irá adorar estar lugares diferentes.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Berçário ou Babá?

Depois dos primeiros meses de adaptação com um bebê em casa, as coisas parecem ter entrado nos eixos.
Mas surge um problema que antes parecia tão longe: o final da licença-maternidade.

Para muitas mães pensar em ficar longe do seu bebê é um pesadelo que gostariam de nunca ter, mas a separação é inevitável.

Encarar este momento com calma é a melhor opção. Nada de ficar se martirizando, pensando ser a pior mãe do mundo porque tem que voltar ao trabalho. A melhor forma de lidar com esta situação é encará-la de frente, e colocar na cabeça algumas coisas:

1ª Este momento irá acontecer e não há o que fazer.

Com certeza passará pela mente da mamãe como seria bom poder passar o resto da vida cuidando de todos os passos do filho. Mas temos que pensar que, se o seu emprego é indispensável para o andamento financeiro do lar, deixar de trabalhar é uma hipótese que não pode ser cogitada.

2ª Mamãe e bebê precisam de seus momentos de individualidade

O cordão umbilical já foi cortado há um bom tempo. Ou seja, a presença da mãe 24h ao lado do bebê não é mais indispensável para a sua sobrevivência. A mamãe deve pensar que a criança está crescendo e logo estará andando, falando, e precisará ser um pouco independente.
Já a mãe, após alguns meses de dedicação exclusiva, também precisa dos seus momentos individuais, longe um pouco de chupetas, fraldas e mamadeiras. Voltar ao trabalho também será muito bom. Voltar a se relacionar com as pessoas fora do contexto "crianças" dará novo ânimo.

3ª Não se culpe 

O sentimento de culpa em achar que está abandonando seu filho não deve existir. As pessoas acabam cobrando mais de nós se nós deixarmos que isso aconteça. Seja na escola ou com babá, a criança estará muito bem, e rapidamente estará adaptada a nova realidade. A adaptação mais difícil é para a mãe, pode ter certeza!!


Por experiência própria, este momento da separação não foi doloroso, pois me preparei psicologicamente para ele, com muita calma e pensando que eu não poderia largar o meu emprego para cuidar exclusivamente do meu filho sem que esta decisão não pesasse no futuro, em forma de cobrança. E esta cobrança surgiria no dia em que ele crescesse e quisesse seguir o rumo de sua vida. 

A DECISÃO

Estando plenamente preparada para o momento que virá, chega, enfim, a decisão mais difícil: Berçário ou Babá?


Para as duas opções existem os "prós e os contras".

Babá

Nos dias de hoje, encontrar alguém de confiança, que cuide do seu filho da mesma forma (impossível, né?!) que nós, é uma tarefa difícil. Diante de tantos casos de violência contra crianças que são mostrados constantemente nos jornais, o medo de que o mesmo aconteça com o seu bebê é algo que preocupa.

Além do fator confiança, é preciso lembrar que contratar uma babá traz algumas despesas além do pagamento de salário. INSS e transporte são algumas delas. Com mais uma pessoa diariamente em casa, significa que também as despesas com supermercado serão maiores.

Realizar entrevistas e, após a seleção, reservar alguns dias para a adaptação com a sua presença em casa são pontos primordiais e indispensáveis. É preciso acompanhar de perto a forma como a babá cuidará do seu filho, além de passar para ela orientações e preferências dos pais quanto aos cuidados e rotina da criança.

Se a babá que você contratar for cuidadosa, atenciosa e gostar do seu filho, com certeza você terá uma grande aliada para rotina da família e da casa.

Berçário

Os berçários são uma ótima opção, pois foram projetados exatamente para as necessidades dos pequenos. Piso, paredes e objetos não representam um perigo constante, principalmente quando as crianças estão engatinhando ou ensaiando os seus primeiros passos.
Além disso, a convivência com outras crianças auxiliará no desenvolvimento e interação do bebê. 
E com certeza, os profissionais que trabalham na escola passaram por um rigoroso processo de seleção até chegarem ali.
Sem contar que, no final das contas, literalmente, o valor do berçário será quase igual ao custo de ter uma babá.

Assim como a babá, no berçário é necessário um período de adaptação. Levar a criança para passar algumas horas por dia antes de deixá-la todo o período contratado é indispensável. Os pais devem acompanhar de longe a adaptação do filho, e no caso de a criança estranhar e chorar, os pais estarão presentes para contornar a situação. Depois de alguns dias seu bebê estará tranquilo e completamente adaptado.

A desvantagem do berçário é que no início da convivência com outras crianças, seu bebê ficará vulnerável a viroses e outras doenças. Isto também passará com o tempo, mas é inevitável.

Uma outra opção

Além destas opções, existem aqueles pais que podem contar com a ajuda dos avós para cuidar da criança ao fim da licença-maternidade.
Com toda certeza, a criança será muito bem cuidada, sem o risco de estar sendo cuidada por uma pessoa estranha e sem estar vulnerável a doenças.
Porém, será justo ocupar diariamente as vovós e os vovôs num período da vida em que eles merecem gozar o descanso almejado após tantos anos de trabalho e filho criados?
Muitas vezes também a educação da criança ganha duas linhas: com meus pais não pode isso, mas com a (o) vovó(ô) pode! 

Não existe opção certa ou errada. São apenas questionamentos que cada um deve fazer conforme a sua realidade. Nada pior do que estar no trabalho com a cabeça em casa ou na escola, ligando de 10 em 10 minutos para saber o que está acontecendo ou o que a criança esta fazendo ou sentindo. O importante é que a mamãe tenha certeza que fez uma boa escolha, e que possa retornar ao trabalho tranquila!