quarta-feira, 18 de abril de 2012

Elogiar a inteligência de uma criança


Excelente artigo do site Update or Die.

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ FICA ELOGIANDO A INTELIGÊNCIA DE UMA CRIANÇA

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.
Andou, leu e escreveu cedo.
Vai bem nos esportes.
É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.
“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.
Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.
- “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.
Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.
A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.
Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.
Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.
Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.
A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.
Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.
Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.
Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.
Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).
Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.
A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.
A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.
Influenciados por apenas UMA frase.
O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.
O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.
Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.
UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…
01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.
02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.
03. Gostaria de aproveitar o update e agradecer pelos inúmeros comentários e likes, o que prova o quanto esse assunto é fascinante. Obrigado!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Viajando com o seu bebê (2) - Avião

Dando continuidade à primeira postagem sobre viagens "Viajando com o seu bebê" onde tratei sobre a primeira viagem longa de carro, agora tratarei sobre a primeira viagem de avião do nosso filho.

Quando decidimos viajar, naturalmente fiquei apreensiva quanto ao comportamento do nosso bebê durante o voo, já que na data da viagem ele não seria mais tão bebezinho assim (1 ano e 1 mês) e a duração da viagem de Recife a Porto Alegre é em média de 6 horas, incluindo a conexão.

A ida

Na preparação para a viagem separei os itens essenciais na malinha exclusiva para ele:
roupas, fraldas descartáveis, produtos de higiene e remédios.

Os remédios básicos que levei foram: Tylenol, Novalgina, Nenê Dente e Camomilina C. Inclui também o termômetro.

Mamadeiras e Leite não poderiam ser esquecidos. Levei também uma garrafinha de água mineral para o preparo do leite e/ou para tomá-la pura.

Não se pode esquecer a certidão de nascimento original da criança, pois sem ela (ou uma cópia autenticada) não é permitido viajar.

No aeroporto/Na aeronave

O horário do nosso voo foi às 2:33. Ou seja, o soninho da noite estava todo desregulado.
Fui com ele nos braços até o avião. Há meses que ele dorme sozinho no berço sem necessitar ficar no braço até adormecer. Só no aeroporto me dei conta que poderia ter levado um travesseiro para que ele ficasse mais confortável (e eu também!). Resultado: ele dormiu durante todo o voo até amanhecer, só acordando na hora da fome durante a madrugada, voltando logo em seguida a dormir. Mas não foi um sono tranquilo, logicamente, pelas luzes, movimentação do comissários, e principalmente o aperto das poltronas. Eu não preciso dizer que cheguei um caco com o desconforto.
O meu maior aliado foi o pote com divisórias para leite! Salvador na pátria em todos os dias da viagem.

A volta

Para a volta eu já pude me preparar baseada na ida. Comprei um travesseiro (daquele tipo "Nasa" que vai se moldando) para poder apoiá-lo bem e também para dar um descanso para o meu braço esquerdo.
Foi excelente!! Recomendo levar um, independente do tipo do travesseiro. E quando pensar que será um grande volume para carregar + as malas, lembre-se que nos voos mais longos o peso nos braços poderá ser amenizado.

Outro detalhe foi o carrinho. Antes de voltar, trouxemos um do tipo "guarda-chuva", que pode ser levado até a porta da aeronave, e lá mesmo é despachado com as bagagens. Foi uma mão na roda. Já queríamos adquirir, e aproveitamos a oportunidade.
O incômodo que tivemos foi com a GOL, pois tivemos que insistir bastante para os comissários solicitarem a retirada do carrinho do porão para utilizar na espera da conexão.

O horário do voo de volta com certeza favoreceu (18h) e não chegamos tão cansados como na ida. Em compensação, como meu filho ficou mais tempo acordado, deu tempo de rechear a fralda!
Tive que trocá-lo urgentemente, mas só há trocador no banheiro do fundo do avião.
Obviamente um aperto, ele não parava quieto, mas no final das contas tudo deu certo! =D
E graças a Deus ele em nenhum momento sentiu incômodo nos ouvidos.
Fizemos uma ótima viagem!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Os primeiros dentinhos - Parte 1

Este assunto está bem na minha atual realidade. Meu filho está na fase dos primeiros dentinhos, e com eles muita irritação, choro, febre, fastio, e tantos e tantos outros sintomas. Nós mães tentamos encontrar uma forma de amenizar este sofrimento momentâneo de nossos pequenos, mas muitas vezes não sabemos o que fazer.
Neste mês já o levei duas vezes à emergência com febre e chorando muito. Lá, o informado é que não há nada com ele.

O aparecimento do primeiro dente varia bastante de uma criança para a outra. Meu filho, por exemplo, contraria completamente o "cronograma dos dentes", tendo seus primeiros dentinhos nascendo com 11 meses! O que não impediu que durante este período anterior, a coceira na gengiva, muita saliva e irritação.

Para ajudar outras mães que estão passando ou irão passar por essa fase, nas próximas postagens irei compartilhar algumas reportagens, matérias e/ou entrevistas com especialistas no assunto.

Parte 1 - Revista Crescer: Os primeiros dentes do bebê

O nascimento dos primeiros dentinhos é acompanhado por muita expectativa e dúvidas. Veja as mais comuns e curta esse momento com tranqüilidade



Um belo dia, naquele sorriso tão familiar, surge uma novidade: nasceu o primeiro dentinho do bebê! O evento é logo comunicado aos avós, tios, amigos, e é mais uma pequena festa para a família. 

Em geral, o primeiro dentinho vai nascer quando seu bebê tiver cerca de 6 meses, mas variações individuais podem adiantar ou atrasar essa data, sem prejuízo ou vantagem para a criança. O importante é que, até os 3 anos, ela esteja com a primeira dentição completa: 20 pequenos dentinhos de coloração leitosa, 10 no arco dentário superior e outros 10 no arco inferior. 

Assim como a data do primeiro dente, a seqüência dos outros varia, mas em geral segue uma ordem: os da frente vêm antes do que os detrás, os de baixo nascem primeiro do que seus correspondentes de cima. Veja abaixo a data média do nascimento dos dentes de leite. 
Quando eles costumam aparecer 
6 meses
incisivos centrais inferiores
7 meses
incisivos laterais inferiores
7 meses e meio
incisivos centrais superiores
9 meses
incisivos laterais superiores
12 meses
primeiros molares inferiores
1 ano e 2 meses
primeiros molares superiores
1 ano e 4 meses
caninos inferiores
1 ano e meio
caninos superiores
1 ano e 8 meses
segundos molares inferiores
2 anos
segundos molares superiores

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Pomada

Já tratado brevemente na postagem Enxoval: Vamos às compras (2)!, porém, devido à quantidade de buscas, trago à tona novamente o assunto pomada.

Na minha opinião a melhor pomada disponível é a TCM Derma prevent. A mesma é fabricada em Recife, pela Bandeira e Cavalcanti Ind. Cosmét. LTDA.

Até o momento a única farmácia onde a encontro (assim como toda a linha - creme hidratante, óleo, sabonete líquido,...) é na Drogaria Quatro Cantos. 

A média de preço é de R$12,00.

Para quem conhece e não sabe onde encontrar, está ai o endereço: Rua Joaquim Nabuco, 344, Graças.
Para quem não conhece fica a dica. É realmente excelente.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Meu filho não come!

Com certeza esta é, se não a maior, uma das maiores preocupações das mães. A dificuldade das crianças em encarar a hora da comida. Para muitos, comer é uma tortura. Surgem vários questionamentos, que são certamente naturais: Por que meu filho não gosta de comer? Será que fiz algo errado? Ele não gosta do que eu preparo? Estará com algum problema de saúde que o impede de comer?

O conselho que dou para as mães mais angustiadas é conversar com o pediatra que acompanha seu filho. Se a mamãe não está segura ou satisfeita com o médico da sua criança, é recomendável mudar. De preferência procurar referências de outras mães sobre bons profissionais, pois o acompanhamento mensal do seu bebê é indispensável para o bom desenvolvimento dele.

No primeiro ano de vida do bebê as visitas ao pediatra são mensais. Aproveite cada consulta para tirar suas dúvidas, inclusive as que você pode considerar como bobas. Nenhuma pergunta é boba quando se tratar do seu filho! Pergunte tudo e não esconda nada. Parece brincadeira mas muitos pais mentem para os médicos, ou por vergonha ou por achar que o mesmo pode reclamar algo e ele não tem direito de se meter na criação do seu filho... Pais que agem desta forma só prejudicam uma única pessoa: o próprio filho!

Em se tratando de alimentação, desde o início segui "militarmente" cada recomendação médica. Meu filho desde sempre foi guloso. Mamava muuuito, até que com 5 meses ele começou a acordar de 1 em 1 hora para mamar! Pedi socorro de imediato à pediatra. Diante do quadro de insatisfação, ela preferiu iniciar a alimentação sólida, pois só o leite não estava dando conta de tanta fome!

Então, da amamentação exclusiva até os 5 meses, passamos a seguir a dieta que transcrevo abaixo. Lembrando que esta dieta foi receitada para o meu filho, de acordo com as necessidades dele. Não recomendo utilizá-la sem antes consultar o pediatra!

Aos 5 meses:

- Frutas (sucos ou papas): mamão, melancia, melão e carambola.
- Verduras e legumes (sopas ou amassadas): batata, chuchu, cenoura, espinafre, beterraba, couve-flor, brócolis, jerimum, tomate sem pele, coentro, cebolinha (escolha 3 ou 4 e cozinhe com carne magra ou galinha, porém após o cozimento, retire a carne).
Obs¹: não usar açúcar nem sal.

        Após 15 dias
- Acrescentar: acerola, maçã, pera, banana, ameixa, goiaba, pinha e sapoti.
- Inhame ou macaxeira.
- Gema de ovo: meia gema, 2 vezes na semana.

Aos 6 meses:

- Leite
- Frutas (sucos ou papinhas): todas as frutas, exceto abacate, limão e morango.
- Carne, galinha ou fígado.
- Gema de ovo inteira: 3 vezes por semana.
- Acrescentar: arroz (sem ser parboilizado), feijão, purê, carne e galinha.
- Azeite de oliva extravirgem: 1 colher de chá ao dia.

Obs²: Não usar liquidificador; os alimentos devem ser amassados.
Obs³: Não usar sal ou açúcar.

Aos 7/8 meses:

- Acrescentar: batata doce; macarrão e cuscuz.

Aos 9 meses:

- Acrescentar: peixe, clara de ovo, cebola, tapioca, requeijão, "polenguinho".

Aos 12 meses:

- Cardápio familiar.
- Leite integral: Ninho 1+

Minhas dicas:

  • Além de seguir a dieta sem desvios, o que utilizamos foi o maior segredo de todos: PACIÊNCIA. Tudo é novo para a criança. É natural que de início ela rejeite as primeiras colheradas, mas o importante é não desistir. Se no primeiro dia ela cuspiu tudo, tente de novo. E de novo. E de novo... Gradativamente os novos alimentos passarão a ser aceitos e quando você menos perceber ela estará comendo tudo.
  • A recomendação da pediatra de não liquidificar os alimentos faz toda a diferença. A criança precisa sentir os pedacinhos da comida para que, quando os dentes nasçam, ela não rejeite a comida não triturada.
  • Se você ainda tem leite amamente sempre que seu filho quiser.
  • Cada alimento tem sua fase. Não pule as etapas.
  • Resista à tentação de incluir outros alimentos, principalmente os industrializados pois contêm muito açúcar ou muito sal.


Por último, não existe fórmula mágica. Tudo é consequência da dedicação que você tem. Trabalhe em conjunto com seu marido. Sentem à mesa na hora da refeição. Hora de comer não é hora de brincar. Se seu filho levantou e saiu andando pela casa, não saia atrás dele com o prato de comida na mão, forçando-o a comer. Faça-o entender que existe hora para tudo e que a refeição é feita na mesa ou na sua cadeirinha. Pequenas atitudes farão toda a diferença.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Construindo uma boa relação com seu filho

Muitas vezes presenciamos pais e mães desconhecidos em atitudes de total indiferença com seus filhos em público. Quando não há indiferença às vezes há grosseria e rispidez ao se dirigir a eles. Claro que não temos como concluir nada de rápidos momentos, seja num restaurante, shopping ou passando na rua, mas estas cenas muitas vezes me levam a pensar, como está sendo construido o relacionamento dos pais com os filhos hoje em dia.

Sabemos muito bem que crianças são geniosas (quem não é?) e aprontam coisas que não esperamos, mas até que ponto a ignorância no tratamento dos filhos pode interferir na formação da personalidade dos pequenos?

Creio que devemos investir pesado na construção de um relacionamento sadio com nossos filhos desde cedo.
Ouço diversas vezes a frase "ele é muito pequeno, não entende o que você está falando..." e vejo que está é uma grande bobagem! As crianças são extremamente sensíveis e entendem sim tudo o que falamos, e principalmente a forma como nos dirigimos a elas. O tom de voz é a chave para que nossos filhos identifiquem se o que falamos é suave aos seus ouvidos ou significa uma reprovação ao seu agir.
Pais que costumam gritar, estão sempre estressados e ignoram seus filhos não sabem o mal que estão fazendo a eles! Desde a gestação a criança sente tudo que está ao seu redor.

O estresse do dia-a-dia, os problemas cotidianos e as queixas da vida moderna não podem ser desculpas para que falte a paciência com as crianças.
Se há pouco tempo para conviver com seu filho, aproveite ao máximo os momentos em que estejam juntos. Brinque, abrace, demonstre todo o amor que você tem por ele, pois certamente cada momento de convivência ficará marcado na memória da criança.

Cultivar os laços fraternos diariamente desde cedo certamente farão da relação futura com os filhos um sinal de respeito, admiração e companheirismo perpétuos.